São Paulo perde para o Mirassol e acumula mais um vexame dentro do Morumbi



O São Paulo, conhecido como Soberano na primeira década deste século, acumulou mais um vexame dentro da sua própria casa nesta quarta-feira (29). O Tricolor recebeu o Mirassol no Morumbi e perdeu por 3 a 2. Com a derrota, a equipe comandada por Fernando Diniz caiu precocemente nas quartas de final do Campeonato Paulista.

Mesmo com Daniel Alves, Juanfran e Hernanes dentro do vestiário, faltou uma preleção competitiva à equipe que foi tão grandiosa na década de 90 e nos anos 2000. Nada foi feito para que o São Paulo não entrasse, de novo, dormindo em uma decisão de campeonato.

O Tricolor Paulista foi acordar aos 19 minutos do primeiro tempo, quando viu o adversário abrir o placar. Em jogada ensaiada do Mirassol através de um escanteio, Zé Roberto ‘testou’ para o chão e estufou as redes do Tiago Volpi.

Estava perceptível que a equipe do interior entrou mais ligada, com mais vontade, uma gana de vencer. Enquanto o São Paulo caiu no comodismo do favorito, e não soube usar o peso de sua camisa contra um clube que perdeu 18 jogadores durante a parada das competições.

Num contra-ataque bem armado, Juninho disparou nas costas do Reinaldo, cruzou rasteiro para a área e encontrou Zé Roberto, o atacante não desperdiçou e marcou seu segundo gol no jogo. 2 a 0 para o Mirassol aos 30 minutos da primeira etapa.

O SPFC não tardou para empatar. Mas, diferente do que vimos da equipe de Fernando Diniz ao longo da competição, foram gols que, de certa forma, não partiram de jogadas trabalhadas.

Depois de tentar diversos cruzamentos, Vitor Bueno conseguiu achar o Pablo na pequena área, o centroavante cabeceou, o goleiro defendeu, mas ofereceu o rebote. O camisa 9 agradeceu pela segunda chance e diminuiu o placar.

1 minuto depois, saiu outra jogada pela dupla Vitor Bueno e Pablo. Em seguida de uma bola esticada, o artilheiro do São Paulo ajeitou de cabeça para o Vitor, o meio-campista pegou a bola de primeira na entrada da área, golaço. Tudo igual no placar, aos 36 do primeiro tempo.

Após o intervalo, observamos propostas totalmente diferentes dentre as equipes. Diniz sempre foi conhecido como o treinador que propõe o jogo com a posse de bola, independentemente da situação em que o jogo se encontra, e fez exatamente isso durante os últimos 45 minutos. Ricardo Catalá, técnico do Mirassol, fechou a casinha e entregou a bola para o time que tinha a responsabilidade e a obrigatoriedade de vencer a partida.


Claro que, pelo menos no futebol, temos o costume de apontar o time que foi melhor pelas estatísticas pós-jogo. Mas, não há como esquecer que no esporte tem diversas formas para conseguir a vitória, e costumo a acreditar que o melhor time é aquele que consegue alcançar seu objetivo seguindo as estratégias traçadas pelo seu treinador.

O Mirassol alcançou. O clube do interior paulista perdeu 18 jogadores durante a paralisação em meio à pandemia do novo coronavírus, mas, definitivamente foi melhor do que o seu adversário.

Em seguida de um cruzamento fechado pela direita, Volpi e Arboleda protagonizaram uma falha de comunicação tamanha, a bola sobrou para o lateral Daniel Borges e o camisa 2 enfiou uma bomba às redes tricolores. 3 a 2 para o Mirassol e mais uma eliminação vexatória do São Paulo, novamente dentro do Morumbi.

Com a derrota, a instituição fica absurdamente conturbada. O clube já vivenciava uma crise política enorme. Agora, com todas as expectativas criadas, cair nas quartas de final para o poderosíssimo Mirassol foi a gota d’água para o torcedor são-paulino. O treinador, que estava sendo bajulado nas redes sociais com a expressão “dinizismo”, acaba ficando como dúvida para o restante da temporada – não subestimem a incompetência do presidente Leco.

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